😱O presidente da RENAMO, Ossufo Momade, ameaçou avançar com uma “limpeza profunda” no seio do partido
O presidente da RENAMO, Ossufo Momade, ameaçou avançar com uma “limpeza profunda” no seio do partido e acusou membros dissidentes de sabotarem a formação política nas últimas eleições gerais.
Falando perante militantes, Momade afirmou que os contestatários da sua liderança terão promovido uma campanha anti-voto com o objetivo de fragilizar os resultados eleitorais da RENAMO e, posteriormente, responsabilizar a direção pelo desempenho considerado negativo.
“Eles faziam campanha anti-voto para termos resultados que pudessem ser usados para culpar a liderança. Foram eles que provocaram, levaram pessoas e entregaram ao ‘cabeludo’ enquanto ainda estavam connosco”, declarou, numa referência indireta a Venâncio Mondlane.
Mondlane, antigo membro da RENAMO, é atualmente presidente da ANAMOLA, partido que emergiu recentemente como uma das principais forças da oposição no panorama político moçambicano.
Segundo Momade, está em curso um movimento que visa recolher cerca de 20 mil assinaturas, não para convocar um congresso interno, mas com o propósito de fundar uma nova formação política. O líder apelou aos militantes para que não adiram à iniciativa, alegando que a estratégia segue o mesmo padrão utilizado anteriormente por Mondlane para criar a sua própria plataforma.
O presidente da RENAMO recordou ainda que, no ano 2000, presidiu ao Conselho Nacional que deliberou pela expulsão de Raúl Domingos, então número dois do partido. A evocação histórica serviu para enquadrar a recente suspensão de António Muchanga como uma medida disciplinar interna, num contexto de tensões crescentes dentro da maior força histórica da oposição em Moçambique.
As declarações evidenciam um clima de forte divisão interna na RENAMO, num momento em que o cenário político nacional atravessa reconfigurações significativas no campo da oposição.

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