💔MOZAL ENCERRA ACTIVIDADES EM MOÇAMBIQUE APÓS 25 ANOS E DEIXA MAIS DE 5.000 PESSOAS SEM EMPREGO.
MOZAL ENCERRA ACTIVIDADES EM MOÇAMBIQUE APÓS 25 ANOS E DEIXA MAIS DE 5.000 PESSOAS SEM EMPREGO.
A fundição de alumínio Mozal, a maior unidade industrial em Moçambique, encerra hoje, 15 de Março, oficialmente as suas actividades, após 25 anos no País, uma operação que deverá as receitas fiscais da província de Maputo em 40% bem como obrigar a paralisação de cerca de 25 empresas que prestam serviços à unidade fabril. Segundo o Governo, a fundição está a entrar numa fase de manutenção e conservação, processo que obriga à interrupção gradual das actividades industriais associadas.
Na última sexta-feira (13), o porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, frisou que o plano actual da empresa prevê colocar a fundição num programa de manutenção básica, não significando o encerramento definitivo da unidade industrial. “Estima-se que sejam necessários cerca de 12 meses para que a fundição volte a operar normalmente”, avançou o porta-voz durante um briefing à imprensa realizado em Maputo para apresentar o balanço das acções do Governo nos últimos dias.
Na ocasião, o governante assumiu que a Mozal representa cerca de 40% da produção industrial da província meridional de Maputo. Por isso, a paralisação das operações da Mozal, iniciada há cerca de duas semanas, “poderá ter impactos económicos, sobretudo devido à ligação da empresa com várias indústrias e fornecedores de serviços”.
“A produção da fundição tem um peso significativo na economia nacional, particularmente no sector das exportações. O produto que saía de lá contava muito na balança de exportações de produtos, o que era algo considerável. Era uma das principais fontes de exportação que tínhamos”, acrescentou.
A companhia também justificou assim a decisão de suspender as operações a partir de 15 de Março, embora tenha admitido a possibilidade de reactivar a fundição caso as condições energéticas venham a tornar-se mais competitivas.
Recorde-se que a decisão de suspender actividades da Mozal em Moçambique, surge após o impasse nas negociações de um novo contrato de fornecimento de energia, com tarifas consideradas sustentáveis pela empresa. A decisão afecta cerca de 1100 empregos directos e aproximadamente 5000 indirectos, além de diversas empresas que fornecem bens e serviços à fundição.
Calcula-se que a Mozal necessite de cerca de 950 megawatts de energia, uma quantidade que, segundo o governante, o País não está actualmente em condições de fornecer. “Quem é o actual fornecedor de energia para a Mozal é a África do Sul, que também não está em condições de fornecer; não podemos saber os termos ou as razões em que afirmam isso”, referiu o Governo. MZNEWS

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