🚨 ÁFRICA DO SUL: GRUPO "MARCH AND MARCH" FAZ OPERAÇÃO "PORTA A PORTA" E EXIGE 5 MIL RANDS A SENHORIOS QUE ALUGAM QUARTOS A IMIGRANTES


 🚨 ÁFRICA DO SUL: GRUPO "MARCH AND MARCH" FAZ OPERAÇÃO "PORTA A PORTA" E EXIGE 5 MIL RANDS A SENHORIOS QUE ALUGAM QUARTOS A IMIGRANTES

A crise migratória na África do Sul está a ganhar novos contornos e a aumentar a tensão entre cidadãos sul-africanos e imigrantes africanos. O grupo anti-imigração "March and March" lançou uma operação denominada "porta a porta", que consiste em percorrer bairros residenciais para identificar estrangeiros e pressionar proprietários de imóveis que lhes alugam quartos, anexos ou habitações.

Segundo informações que circulam no país, membros do movimento têm visitado diversas comunidades em cidades como Joanesburgo, Pretória e Durban, exigindo que senhorios deixem de arrendar imóveis a cidadãos estrangeiros. Em alguns casos, os proprietários são ameaçados com uma suposta "multa" no valor de 5 mil rands caso continuem a acolher imigrantes nas suas propriedades.

A medida, que não possui qualquer respaldo legal, tem gerado preocupação entre organizações da sociedade civil e defensores dos direitos humanos, que alertam para o risco de a situação desencadear novos episódios de xenofobia e violência contra cidadãos estrangeiros residentes no país.

O movimento "March and March" tem intensificado as suas ações nas últimas semanas, defendendo políticas mais rígidas contra a imigração ilegal e exigindo que pequenos negócios e habitações ocupados por estrangeiros sejam devolvidos aos cidadãos sul-africanos. As manifestações e patrulhas organizadas pelo grupo têm provocado um intenso debate sobre os limites da participação popular no controlo migratório.

Por sua vez, as autoridades sul-africanas recordam que apenas os órgãos competentes do Estado possuem legitimidade para fiscalizar a situação migratória dos residentes e aplicar quaisquer sanções previstas na lei. Nenhum grupo civil está autorizado a impor multas, despejar moradores ou exercer funções policiais.

Enquanto a tensão aumenta, milhares de imigrantes africanos vivem momentos de incerteza, temendo que a atual onda de hostilidade possa evoluir para ataques xenófobos semelhantes aos registados em anos anteriores na África do Sul.

A pergunta que fica é: a população deve participar ativamente no combate à imigração ilegal ou apenas o Estado deve ter essa responsabilidade?

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