🚨 Tensão na África do Sul: Líder do March to March dá ultimato até 31 de julho para estrangeiros abandonarem pequenos negócios
🚨 Tensão na África do Sul: Líder do March to March dá ultimato até 31 de julho para estrangeiros abandonarem pequenos negócios
O líder do movimento anti-imigração ilegal ligado ao March to March, Nkosikhona "Phakel'umthakathi" Ndabandaba, voltou a endurecer o discurso e estabeleceu o dia 31 de julho de 2026 como prazo final para que cidadãos estrangeiros deixem pequenos negócios na África do Sul, incluindo salões de beleza, spaza shops (lojas de bairro) e outras atividades comerciais de pequena dimensão.
A declaração surge poucos dias depois de um vídeo que se tornou viral nas redes sociais, mostrando uma cidadã moçambicana a destruir o próprio salão de beleza com recurso a uma escavadora, após alegadas pressões relacionadas com a campanha contra a presença de estrangeiros em determinados setores económicos do país.
Segundo Ndabandaba, a medida faz parte da campanha do movimento que exige maior fiscalização da imigração ilegal e a reserva de oportunidades económicas para cidadãos sul-africanos. O ativista afirma que, após o prazo estabelecido, estrangeiros não deverão continuar a operar pequenos negócios que, na sua visão, devem beneficiar prioritariamente os nacionais sul-africanos.
O líder do movimento tem insistido que as suas ações devem decorrer dentro da lei e já declarou, em ocasiões anteriores, que não apoia atos de violência, vandalismo ou pilhagem contra cidadãos estrangeiros. Apesar disso, as suas declarações continuam a gerar forte preocupação entre comunidades migrantes residentes na África do Sul, incluindo milhares de moçambicanos que dependem do pequeno comércio para sustentar as suas famílias.
Nas últimas semanas, o debate sobre imigração ilegal intensificou-se no país, com diversos grupos a pressionarem o Governo sul-africano a reforçar o controlo fronteiriço e a fiscalização de empresas que empregam ou são exploradas por estrangeiros em situação irregular.
Com o prazo de 31 de julho a aproximar-se, cresce a incerteza entre os cidadãos estrangeiros que possuem pequenos negócios na África do Sul, enquanto muitos aguardam para saber quais medidas serão efetivamente implementadas pelas autoridades após a data anunciada pelo movimento.

Comentários
Postar um comentário