PROFESSOR DETIDO POR ALEGADA VIOLAÇÃO SEXUAL DA PRÓPRIA FILHA DE 16 ANOS NA BEIRA


 PROFESSOR DETIDO POR ALEGADA VIOLAÇÃO SEXUAL DA PRÓPRIA FILHA DE 16 ANOS NA BEIRA


A Polícia da República de Moçambique (PRM), na cidade da Beira, deteve um professor acusado de abusar sexualmente da própria filha, actualmente com 16 anos de idade. Segundo informações divulgadas pela Miramar, a vítima afirma que os alegados abusos terão começado quando tinha apenas 12 anos, na sequência de uma descoberta feita pelo pai sobre o seu relacionamento com um vizinho.


De acordo com o relato da menor, durante cerca de quatro anos, terá sido vítima de sucessivos abusos sexuais praticados pelo progenitor. A adolescente afirma ainda que engravidou três vezes do próprio pai e que, em todas as ocasiões, foi obrigada a interromper a gravidez.


A ex-esposa do professor também apresentou declarações sobre o caso, afirmando que decidiu separar-se do indiciado depois de ter percebido a sua alegada atracção por crianças. Segundo explicou, a preocupação com a segurança das filhas de uma relação anterior, que viviam na mesma residência, terá contribuído para a decisão de pôr fim ao relacionamento.


Vizinhas denunciam o caso e exigem justiça


A denúncia que levou à exposição pública do caso terá sido feita por um grupo de mulheres residentes na vizinhança, que exige o esclarecimento dos factos e a responsabilização dos envolvidos, caso as acusações sejam comprovadas.


As denunciantes levantam ainda outras suspeitas contra o docente, alegando que este filmava os actos sexuais com a filha e que também teria mantido relações sexuais com outras alunas menores de idade da escola onde leccionava. Estas alegações carecem de confirmação pelas autoridades competentes.


Professor nega todas as acusações


Confrontado durante o interrogatório, o professor rejeitou as acusações, sustentando que está a ser alvo de uma alegada conspiração envolvendo a filha e os vizinhos.


Na sua versão, a menor manteria relações sexuais com outros homens. O indiciado acrescentou que um desses indivíduos se encontra a cumprir uma pena de oito anos de prisão por ter mantido relações sexuais com a vítima.


O caso segue agora os procedimentos legais para o apuramento das circunstâncias e o esclarecimento das diferentes versões apresentadas.


Enquanto decorrem as investigações, o arguido beneficia da presunção de inocência, devendo qualquer responsabilidade criminal ser determinada pelas autoridades judiciais competentes, com base nas provas recolhidas e nos termos da lei.

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