😱💔COBRA QUE ROUBAVA DINHEIRO EM MARROMEU


 A COBRA QUE ROUBAVA DINHEIRO EM MARROMEU


O distrito de Marromeu não é rico apenas em vegetação e história. É também um território de travessias humanas, onde muitos chegam vindos de Caia, de Morumbala e de outras paragens, atraídos por oportunidades, comércio e promessas de prosperidade. Mas em Marromeu, como dizem os mais velhos, nem toda a riqueza nasce limpa.


Foi assim que começou a circular, primeiro em murmúrios, depois em certezas sussurradas, a história de um agente económico oriundo do Distrito de Morrumbala. Um homem discreto, mas cuja prosperidade crescia depressa demais para ser ignorada. Diziam os vizinhos, em tom cauteloso, que ele não enriquecia sozinho.


— Há coisa ali… 

— cochichavam nas esquinas.

— Dinheiro que anda não vem só de trabalho.


A história falava de uma cobra. Não uma cobra qualquer, mas uma cobra que roubava dinheiro.


No bairro do Mateus Sansão Mutemba, algo inquietante acontecia todas as madrugadas, por volta das três horas. Quando o distrito mergulhava no silêncio e até os cães se recolhiam, Os trabalhadores de corte de cana e sacha diziam que, Via o trabalhador do empresário no quintal, acordado, activo, como se o sono nunca lhe tocasse. Trabalhava em silêncio, falava sozinho, ria por instantes, e depois voltava a um estado estranho, ausente, quase vazio. Com a sua vassoura, A quem dizia, que ele estava para apagar as pegas da cobra.


— Esse homem não dorme, 

— dizia um trabalhador de Sena Sugar que passava.

— Dorme, sim… mas noutro mundo, — respondia outro.


Havia quem jurasse que o trabalhador fora “tratado”. Que aquela postura, obediente, mecânica, sem vontade própria, era parte de um pacto: para guardar segredos que não podiam ser ditos nem em sonho.


O tempo passou. O negócio cresceu. A fama espalhou-se.

Mas todo o pacto tem regras. E regras, quando quebradas, cobram caro.


Dizia-se que o preço não era dinheiro, mas sangue. Ou a vida de alguém muito próximo.


Os filhos do empresário viviam como príncipes. Esbanjavam dinheiro, comiam e bebiam em todo o lado, fumavam, exibiam-se, namoravam sem limites. A casa fervilhava de abundância, mas também de inquietação. Algo ali não respirava paz.


Certa noite, o homem decidiu deslocar-se ao distrito de(Murrumbala), para reforçar os seus “trabalhos”. Ao regressar, trouxe regras novas e severas:


— Ninguém pode ver a cobra.

— Todos os rastos têm de ser apagados.

— A alimentação deve ser deixada sem falhas.


O trabalhador recebeu as ordens. Mesmo nos seus breves intervalos de lucidez, cumpriu tudo à risca. Mas havia uma regra maior, silenciosa: a filha mais velha não poderia casar. Era ela quem, a partir de então, deveria deixar a comida à cobra, sempre às quatro e meia da manhã.


Numa dessas madrugadas, o empregado aproximou-se do quarto da jovem com a farinha, o peixe seco, o farelo, as iguarias exigidas. Bateu de leve.


— Menina… é hora.


Não houve resposta.

A comida não foi entregue.


No dia seguinte, algo estava errado. Terrivelmente errado.


A cobra não apareceu.

O dinheiro não surgiu.

O ritual falhou.


O empresário acordou inquieto, sentiu um peso no peito, uma ausência estranha. Procurou, chamou, esperou. Nada. Tomado pelo desespero, regressou a Morrumbala em busca de respostas. Foi então que soube da verdade: a filha estava apaixonada. Pretendia casar. E, pior, contara o segredo ao namorado, impondo-lhe uma condição final:


— Ou seguimos juntos… ou deixo tudo para trás.


O homem viu-se dividido entre o poder que o sustentava e a filha que gerara. A jovem resistiu. Escolheu partir. Escolheu a vida comum, deixando para trás a maldição que nunca escolhera carregar.


Depois disso, tudo começou a ruir.


O empresário adoeceu. Enfraqueceu rapidamente.

Correu o boato de que a cobra fora vista numa outra casa, pertencente a um empresário rival, e que ali fora morta. O preço foi pesado: uma multa de quinhentos mil meticais. O dinheiro perdeu-se. O segredo espalhou-se.


Sem a cobra, veio a pobreza. A casa fechou-se. A família fugiu de Marromeu às pressas. Os filhos, antes admirados, tornaram-se sombras do que foram. Uns dizem que caíram na droga, outros que carregam sacos nos mercados. O pai morreu pouco tempo depois, sem explicação clara, sem diagnóstico seguro, sem respostas.


Hoje, em Marromeu, ainda se fala disso em voz baixa.

Ninguém confirma. Ninguém nega.


E sempre que o relógio se aproxima das três da madrugada, há quem feche melhor a porta, apague a luz e se lembre da pergunta que ficou no ar:


a cobra morreu… ou apenas mudou de dono?


Porque em Marromeu, há histórias que nunca terminam.

Apenas aprendem a esperar.

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